Renato Máspero
Concursos de beleza sempre existiram e sempre existirão.
As vencedoras, que podem ser chamadas de “misses”, de rainhas ou de garotas disso ou daquilo, levantam âncoras para navegarem pelos mares tranqüilos da fama, da mídia e até mesmo de seus oportunos e generosos padrinhos, que anseiam por novas emoções e de realizações que satisfaçam as pretensões um tanto escusas, de seus egos machistas.
Nossa sociedade, pouco lúcida e muito tolerante, considerando que toda mulher é caça e todo homem é caçador, aceita esses episódios sem restrições e com mal disfarçada cobiça.
Por enquanto nada contra, mas o que eu queria realmente era comentar sobre os critérios adotados pelas comissões julgadoras para a seleção e a classificação das candidatas, sempre questionados pelo grande público.
Como não existem duas pessoas com o gosto exatamente igual, não considero admissível que se exija um padrão de medidas , sejam elas as das Vênus de Milo ou do Capitólio, como ideais ou universais de beleza.
Até hoje nunca conseguí acertar um só palpite sobre as vencedoras.
No meu entender deveria ser formado um corpo de pelo menos cinco julgadores, dando a cada candidata notas de 5 a 10, um deles presidindo a mesa e tendo a incumbência de dar o voto de Minerva em caso de empate entre as concorrentes.
Os quesitos a seres avaliados e pontuados poderiam ser: simpatia, porte, comunicação, beleza facial e beleza corporal, segundo a apreciação de cada um, sem levar em consideração a cor da pele, a idade, a situação civil, a posição social e a procedência das moças.
Aproveitando a oportunidade, sugiro que a Secretaria de Turismo do Rio de Janeiro organize um concurso anual, de preferência no verão, para eleger uma rainha e duas princesas das praias cariocas.
Apoiadores e patrocinadores não faltariam e a última etapa do evento, uma verdadeira apoteose, provavelmente teria que ser encenada no ginásio Maracanãzinho, para a alegria do povão.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
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