domingo, 4 de janeiro de 2009

Zé Mané

Renato Máspero

Zé Mané, otário eterno
Leva a vida num inferno
Fingindo que está no céu
Mas não passa de um “pastel”

Quando chega e diz “Qualé?”
Todo mundo dá no pé
É o tipo do bundão
Que só vive de ilusão

De brinquinho e tatuagem
Pensa que é da malandragem
Anda todo mariola
Mas a ginga é de boiola

Cada mina que ele bole
Chama o Zé de bunda mole
Não entende e não se manca
E pensa que bota banca

O sinistro é uma canseira
Quando fala é só besteira
A presença do coitado
É um porre mal tomado

A galera corre do Zé Mané
Porque já sabe como ele é

Nenhum comentário: