Renato Máspero
O índio respirava liberdade
Sem roupa, sem dinheiro e sem maldade
Quando o homem branco desembarcou
Tudo que era doce se acabou
Em nome de uma civilização
De Vera Cruz, batizaram nosso chão
Levavam dessa terra, pra distante
Madeira, ouro, prata e diamante
E o negro, escravisado, dando duro
Começou assim o país do futuro
Hoje, nada mudou. É só olhar o que está aí
Nosso presente é o passado
Da história que um dia, no livro eu li
Carmen Miranda, internacional
Divulgou a cultura nacional
O dólar, controlando a situação
Olha, que tem cheiro de armação
Na luta do trabalho e o capital
Sobraram: praia, futebol e carnaval
Querem salvar a mata brasileira
E desmataram o planeta. É brincadeira
Todo mundo diz que é amigo
E aí é que mora o perigo
É Império da Tijuca, sensacional
Desvendando o mistério nesse carnaval
sábado, 3 de janeiro de 2009
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