sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Policiamento ostensivo

Policiamento Ostensivo

Renato Máspero


De vez em quando alguns cavalarianos da nossa polícia militar passam garbosos pelo meu bairro, cumprindo uma ronda de policiamento ostensivo e procurando transmitir a moradores e transeuntes uma temporária sensação de segurança, coisa que já há algum tempo a sofrida população desta “Mui Leal e Heróica Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro”, outrora dita maravilhosa, não vem sentindo nem um pouco.

Eu, particularmente, questiono a validade dessas operações, uma vez que pesando prós e contras consigo enumerar diversas e comprovadas dificuldades que vêm prejudicar o bom êxito dos objetivos a que se propõem. Aí vão cinco, dentre as principais:

1- A galope, ferraduras no asfalto não são eficientes para evitar derrapagens e podem ocasionar belos tombos para cavalos e cavaleiros.
2- Montados, os policiais não têm condições de imobilizar e algemar delinqüentes, em geral elementos jovens e de grande mobilidade.
3- No caso de enfrentamento com marginais armados , além de se exporem como alvos fáceis, dificilmente conseguirão ter uma boa pontaria.
4- Como meio de transporte, atrapalham o tráfego dos veículos e sujam as ruas.
5- Além do mais, cavalos requerem um bom espaço para as estrebarias, alimentação adequada e tratamento especializado, bem como constante assistência de veterinários.

A única coisa positiva que consigo citar é o fato de não produzirem fumaça.

Então eu pergunto: Por que não serem substituídos por bicicletas, que não necessitam de manutenção onerosa, podem ser utilizadas rapidamente a qualquer hora do dia ou da noite e conseguem se movimentar com extrema facilidade pelas ruas da cidade?

Devido à crescente ousadia dos inimigos da lei, as rondas poderiam ser feitas por três milicianos para cada quatro ou cinco quarteirões, oferecendo uma real assistência para as pessoas que venham a necessitar de uma intervenção policial.

Com aparelhos de intercomunicação sintonizados com os quartéis e /ou com a central do Disque-Denúncia, poderão chegar aos locais das ocorrências em poucos minutos, provavelmente antes dos veículos motorizados, retidos por engarrafamentos.

Acredito que seria uma boa alternativa.
Concorda comigo?

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