Renato Máspero
Não sou culpadp, não sou
De nascer onde nasci
De crescer onde cresci
De aprender o que aprendi
Antes do “berro” era a “sola”
E a capoeira de Angola
O morro foi a minha escola
A gente cresce e desce pro asfalto
Vai pro samba ver Partido Alto
A “mina” que sorri já tem seu par
E a gente, sem querer, tem que brigar
Vem o “camburão” da Distrital
E a gente, de repente é marginal
É cancro social, passa a ser caça
Que foge da polícia e da desgraça
A gente corre tanto, um dia cansa
Pois é – nem preso o valente descansa
Nem no morro já não há mais segurançaE valente, que é valente, também “dança”
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
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