Renato Máspero
Na agonia de lutar, quase indefeso
Qual um peixe, preso à fisga de um anzol
Com problemas, que somados formam peso
Pelas sombras da incerteza busco o sol
Nada vejo à minha volta que me anime
Ou que mostre, a curto prazo, solução
Que dissipe a nuvem parda que comprime
Que sufoca e que provoca inanição
Como a agulha, que girando busca o norte
Como as águas, que se movem sem parar
Luto, certo de que ainda sou mais forte
Que o destino, o céu, a terra, o fogo, o mar
Sigo, certo de expulsar os maus agouros
Prevenido, confiante e sempre cauto
Varo sendas que me levarão aos louros
Escalando mil penedos rumo ao alto
Passo firme, me esquivando até da morte
Levo a fé, a fibra e a determinação
Por saber que não se alía a mim a sorte
Na vitória terei mais compensação
domingo, 28 de dezembro de 2008
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