domingo, 28 de dezembro de 2008

A cigarra e o poeta

Renato Máspero

A montanha esconde o sol
E a nuvem cobre a lua
O canto do rouxinol
Não chegou na minha rua

Encontrei no meu caminho
Pouca flor e muito espinho
O que o mundo prometia
Era sonho e fantasia

Pelas barbas do profeta
Não pedi pra ser poeta
Meu viver é sem vaidade
Sou um fruto da verdade

Canto, mas meu canto é triste
Só eu sei que ainda existe
Muita vida em minha vida
Mesmo sendo tão doída

A cigarra quando canta
Sua mágoa desencanta
Quando o canto nos faltar
Nada mais vai nos restar

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